quarta-feira, 15 de maio de 2013


Membrana Plásmática

            Um dos primeiros assuntos a serem abordados durante o ano letivo na disciplina de Biologia Celular é a membrana plasmática. É um assunto relativamente simples, mas que pode gerar algumas dúvidas devido ao grande número de informações acerca de sua estrutura, das diferenças entre organismos procarióticos e eucarioticos, bem como dos processos que nela ocorrem. Tentaremos, de forma bem simplificada, resumir as informações e os conceitos gerais, para facilitar a compreensão.
            A membrana plasmática é uma estrutura que reveste o citoplasma. Sua constituição básica é de fosfolipídios e proteínas. Os fosfolipídios estão organizados em duas linhas paralelas. Chamamos esta estrutura de bicamada lipídica.



Figura 1: membrana plasmática vista ao M.E.



Figura 2: estrutura dos fosfolipídios (cabeça: grupo fosfato + glicerol; cauda: ácidos graxos)

E por que os fosfolipídios se organizam dessa forma? Devido à sua estrutura química. Note que eles possuem uma cabeça polar (afinidade com a água) e uma cauda apolar (hidrofóbica). Isso você já sabe, né? O importante é entender a consequência disso: em um meio aquoso, havendo várias moléculas de fosfolipídios, elas tendem a formar estruturas chamadas lipossomos, "protegendo" as caudas hidrofóbicas do meio aquoso.


Figura 3: lipossomos.

            Temos ainda as proteínas, que podem estar organizadas de diversas formas na membrana, podendo ser classificadas como periféricas ou transmembrana.
- Periféricas (3): ficam em uma das superfícies da membrana (interna ou externa). São facilmente removidas por tratamentos leves. Podem atuar como enzimas catalisadoras de reações químicas, podem servir como suporte para outras moléculas ou mediar alterações da forma da membrana durante o movimento. Elas podem estar diretamente ligadas a um fosfolipídio ou indiretamente, por meio de um carboidrato (4).
- Transmembrana: só podem ser removidas da membrana após o rompimento da bicamada lipídica (por meio de detergentes, por exemplo). Muitas delas funcionam como canais por onde chegam e saem substâncias da célula. Podem ser classificadas em unipasso (1) ou multipasso (2), dependendo de quantas vezes sua cadeia atravessa a membrana.
            Algumas proteínas de membrana podem unir-se umas às outras por meio de ligações covalentes (5 e 6).


Figura 4: proteínas na membrana plasmática.

            É possível, ainda, encontrar carboidratos ligados tanto a proteínas da membrana (glicoproteínas) como aos lipídios (glicolipídios). Tais carboidratos atuam protegendo e lubrificando as células, e também estão envolvidos nas interações célula-célula e ainda podem atuar, nas células eucarióticas, como sítios receptores. No caso das bactérias, as glicoproteínas presentes podem determinar se uma determinada linhagem é ou não virulenta.
            Os fosfolipídios e as proteínas não estão estáticos na membrana: eles possuem uma certa mobilidade, que permite a realização de suas funções sem a ruptura da mesma. A esse arranjo dinâmico damos o nome de modelo do mosaico fluido.
            Importante: somente as membranas plasmáticas de organismos EUCARIONTES possuem esteróis (ex: colesterol) em sua estrutura (Exceção: Mycoplasma). Esta característica confere uma maior resistência à pressão osmótica.

            FUNÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA:
- Barreira seletiva: a permeabilidade seletiva da membrana permite que algumas substâncias passem livremente por ela, porém impede que outras façam o mesmo (ver: movimento de materiais através das membranas);
- Digestão de nutrientes;
- Produção de energia.

            MOVIMENTOS DOS MATERIAIS ATRAVÉS DAS MEMBRANAS:
            São divididos em processos passivos (substâncias atravessam a membrana, indo de uma região de alta concentração para outra de baixa concentração: sem gasto de ATP) ou processos ativos (substâncias vão de uma área de baixa concentração para outra de alta concentração, ou seja, contra o gradiente e com gasto de ATP).
            Os processos passivos são:
            - difusão simples: moléculas ou íons partem de uma área de alta concentração para outra de baixa concentração até que seja atingido um ponto de equilíbrio. É utilizado pela célula para transportar oxigênio e dióxido de carbono.
            - difusão facilitada: proteínas integrais (transmembrana) funcionam como canais, facilitando o movimento das moléculas.Tais proteínas permitem que pequenos íons atravessem a membrana - eles não conseguiriam sem o auxílio destas proteínas pelo fato de serem muito hidrofílicos. As proteínas transportadoras podem ser inespecíficas, permitindo a passagem de uma grande quantidade de substâncias, ou podem ser específicas para determinadas substâncias.
            - osmose: movimentação de solvente através de uma membrana seletivamente permeável, de uma área de baixa concentração de soluto para uma área onde há maior concentração de soluto. Este processo ocorre por meio de difusão simples através da membrana ou por meio de aquaporinas (canais de água)

            Os processos ativos ocorrem quando a célula utiliza ATP para mover substâncias através da membrana plasmática. Íons, aminoácidos e açúcares simples são tranportados desta forma.  É um processo que depende de proteínas transportadoras na membrana plasmática. O movimento ocorre de fora para dentro, mesmo que a concentração de nutrientes fora da célula seja muito menor do que dentro dela.
            Tais processos são comuns às células procarióticas e eucarióticas, porém somente as células eucarióticas utilizam um mecanismo chamado endocitose, que consiste no englobamento de uma particula ou molécula pela membrana: ela circunda a partícula, recobre-a e a conduz para dentro da célula. A endocitose pode ser de dois tipos:
- fagocitose, o qual envolve projeções celulares (pseudópodes) que englobam as partículas, que são trazidas para dentro da célula, e
- pinocitose: ocorre invaginação da membrana plasmática, o que faz com que o líquido celular seja trazido para dentro dela, juntamente com as substâncias dissolvidas nele.

Figura 5: Fagocitose.

           
Figura 6: Pinocitose.

Texto de autoria de: Helena Pistune e Stella Maris Salazar.
Corrigido pela professora Dra. Albertina Soares (Tina).

Referências bibliográficas:
TORTORA, G. et al. Microbiologia. 10 ed. Porto Alegre, Artmed. 2012. p. 89 – 100.






terça-feira, 14 de maio de 2013

Anatomia: Articulações




Olá, calouros!!!

Estamos aqui novamente. Dessa vamos falar um pouco sobre um assunto bem importante da área da anatomia, que são as articulações. Resolvemos falar sobre esse assunto, para dar um auxilio ao pessoal do noturno e uma revisão ao pessoal do vespertino.

Em anatomia, chamamos de articulações ou junturas as uniões entre os diferentes ossos do esqueleto. Existem vários tipos de articulações e elas se diferenciam pelo tipo de movimento que ocorre entre os ossos unidos, ou até mesmo pela ausência de movimento.

Articulações são classificadas de acordo com sua estrutura, amplitude de movimento e também segundo os eixos em torno dos quais esses ocorrem.

As articulações imóveis ou sinartroses, chamadas junturas fibrosas são aquelas onde o contato entre os ossos é quase direto, com interposição de uma camada fina de tecido conjuntivo, onde praticamente não há movimento. Essas junturas fibrosas podem ser de três tipos: sindesmose, sutura e gonfose.

- Sindesmose: é a articulação na qual dois ossos são unidos por fortes ligamentos interósseos e não há superfície cartilaginosa na área de união. Como por exemplo a articulação tíbio-fibular distal.

- Sutura: é a articulação onde as margens ósseas são contíguas e separadas por uma delgada camada de tecido fibroso. Esse tipo de articulação só é encontrado no crânio e pode ser de três tipos: Sutura serrátil, sutura escamosa e sutura plana.

- Gonfose: é a articulação de um processo cônico em uma cavidade e só é observada nas articulações entre as raízes dos dentes e os alvéolos da mandíbula e da maxila.

As articulações que possuem pouco movimento, chamadas de anfiartroses são as junturas cartilagíneas, onde as uniões entre as superfícies ósseas contíguas são feitas por cartilagem. Os tipos existentes são a sínfise e a sincondrose.

- Sínfise: é a união por discos fibrocartilaginosos achatados cuja estrutura pode ser complexa. São observadas entre cada dois corpos vertebrais e entre os dois ossos púbicos.

- Sincondroses: são formas temporárias de articulação, uma vez que na idade adulta a cartilagem é convertida em osso. São encontradas nas extremidades dos ossos longos e também entre os ossos esfenóide e ocipital.

O tipo de articulação mais frequente no corpo humano são as diartroses ou junturas sinoviais, que fazem movimentos amplos. Nesse tipo de articulação as extremidades ósseas são revestidas por cartilagem hialina e a união é feita por uma cápsula fibrosa revestida internamente pela membrana sinovial que produz o líquido de mesmo nome que nutre e lubrifica a articulação.

Das uniaxiais, onde o movimento se faz em torno de um único eixo temos o tipo gínglimo ou dobradiça, onde esse eixo geralmente é transverso e o deslocamento se dá em um único plano. Nessas articulações é frequente a presença de fortes ligamentos colaterais . Exemplo: Interfalângicas e Úmero-ulnar.

As articulações biaxiais, (movimentos em torno de dois eixos), podem ser dos tipos elipsóides, condilares selares:

- Nas elipsóides uma superfície articular ovóide é recebida em uma cavidade elíptica, permitindo os movimentos de flexo-extensão e abdução-adução sem rotação axial, cujo movimento combinado é denominado circundução . Como exemplo temos as articulações rádio cárpica e metacarpo-falangeanas.

- Condilares são aquelas nas quais duas superfícies convexas ou semiesféricas deslizam sobre outra superfície. Como exemplo temos o joelho e a temporomandibular.

- São selares as articulações em que as extremidades ósseas apostas são reciprocamente concavo-convexas, também com movimentos de flexo-extensão e adução-abdução sem rotação axial. Exemplo: Carpometacárpicas do polegar.

Quando os movimentos ocorrem em torno de três eixos permitindo a flexão, extensão, adução-abdução e rotações axiais temos as articulações triaxiais ou esferóides, também denominadas enartroses. É formada por uma cabeça esférica com uma cavidade em taça. Os melhores exemplos são as articulações do quadril e do ombro.

As articulações  planas são junturas sinoviais, também denominadas artródias ou deslizantes, que só permitem o deslizamento entre as superfícies envolvidas. Essas são planas ou ligeiramente convexas e a amplitude do movimento é controlada pelos ligamentos ou processos ósseos dispostos ao seu redor. Estão presentes entre os processos articulares das vértebras, no carpo e no tarso.


É isso ai galera. Qualquer dúvida só mandar que faremos de tudo para ajudar.
Aquele abraço!

Referências:

Por: Geovanna Ambrosio e Jessica Fernandes
Corrigido pelo Prof. Me. José Fabiano Costa Justus 



segunda-feira, 13 de maio de 2013



ZOOLOGIA

A Zoologia é uma unidade da Biologia constituída de grupos de organismos que vivem em a natureza, estabelecendo relações nos ecossistemas e interagindo com os fatores ambientais que são indispensáveis à manutenção da vida, como luminosidade, umidade, temperatura, solos e água.

Nomenclatura

Nomes comuns ou populares: Cada país tem seus próprios nomes comuns para designar animais bem conhecidos. Usando como exemplo uma ave como o pardal, tem-se:

No Brasil: Pardal, nos EUA: English sparrow,
na Inglaterra: House sparrow, na Espanha – Gorrion, na França - Moineau domestique.

Assim, há possibilidade de confusão entre povos de diferentes nacionalidades ou mesmo dentro de um único país, onde o mesmo animal recebe nomes distintos.

Nomes científicos: é o nome dado ao animal para evitar que ocorra uma confusão como dito acima, pelos nomes populares. Dessa forma, o pardal cujo nome científico é Passer domesticus, tem um nome padrão reconhecido em todas as partes do mundo.

ESPÉCIE

Conceito de espécie: a unidade de classificação dos animais, utilizada pelos biólogos, é chamada de espécie. Pode-se definir como organismos semelhantes que podem cruzar-se entre si, gerando descendentes férteis. Por exemplo, o cão é da espécie Canis familiaris, o lobo da espécie Canis lupus, o coiote da espécie Canis latrans.

Para reconhecer-se os grupos de animais e classificá-los é necessário saber que:

# As espécies podem ser agrupadas e formar um gênero. Por exemplo, o cão e o lobo são parentes próximos e também muito semelhantes, assim, todos esses animais foram classificados e agrupados no gênero Canis.

# Os gêneros podem ser agrupados e formar uma família. Por exemplo, o gênero Canis do cão, do lobo e do coite, podem ser classificados na família Canidae.

# Famílias podem ser agrupadas e formar uma ordem. Por exemplo, a família Canidae pode ser agrupada na ordem Carnivora.

# Ordens podem ser agrupadas e formar uma classe. Por exemplo, a ordem Carnivora pode ser classificada em classe Mammalia.

# Classes podem ser agrupadas e formar um filo. Por exemplo, a classe Mammalia em filo Chordata.

# Filos podem ser agrupados e formar um reino. Por exemplo, filo Chordata em reino Animalia.

A classificação dos seres vivos é uma forma de organizar aqueles animais com as mesmas características em um mesmo grupo, para depois relacionar este com os outros animais de características distintas; podendo então, estabelecer graus de parentesco entre eles, e visualizar sua escala evolutiva ao longo do tempo, facilitando o estudo dos seres vivos em geral.

Para nomear os seres vivos, devemos obedecer a certas regras, que foram estabelecidas após os brilhantes trabalhos do botânico sueco Carolus Linnaeus, em 1758: CARLOS LINEU.

Deve-se procurar lembrar as seguintes regras para Nomenclatura Zoológica:

1. O nome dos animais deve ser escrito em latim (Lineu usou o latim porque era a língua dos intelectuais em sua época).

2. Todo animal tem, obrigatoriamente, dois nomes no mínimo. O primeiro é o do gênero e o segundo é o epíteto específico, chamado de Sistema binominal criado por Lineu. Ex.: Homo sapiens

3. O nome do gênero deve ser sempre escrito com inicial maiúscula, e o do epíteto com inicial minúscula. Ex.: Trypanossoma cruzi.

* Quando se dá o nome específico em homenagem a uma pessoa, como no exemplo acima, acrescentamos a letra i no sobrenome do homenageado se for do sexo masculino. Ex.: Carlos Bates = batesi

Quando o homenageado for feminino, acrescentamos ae no sobrenome. Ex.: Sônia Costa = costae

4. Quando existe subespécie, o seu nome deve ser escrito depois do da espécie e sempre com inicial minúscula. Ex.: Rhea americana darwing ou Apis mellifera adansoni.

5. Quando existe subgênero, este deve ser escrito após o gênero, entre parênteses, e sempre com inicial maiúscula. Ex.: Anopheles (Nissurrhynchus) darlingi.

6. O nome dos animais deve ser grifado ou deve-se usar um tipo de letra diferente do texto, em geral usa-se o negrito ou caracteres itálicos.

7. Se um gênero ou espécie foi descrito mais de uma vez, deve-se sempre usar o primeiro nome que o animal foi descrito, mesmo que seja errado. É a lei da prioridade.

8. Nos trabalhos científicos, depois do nome da espécie, coloca-se o nome do autor (quem a descreveu) e o ano da publicação do trabalho onde foi descrito. Ex.: Triatoma infestans Klug, 1834.

Obs.: Quando um nome de autor e data, forem citados entre parênteses, indicam que a espécie em questão foi descrita originalmente em gênero diversos do que aparece citado. Ex.: Trypanossoma cruzi (Chagas, 1909) Dias, 1939. Significa que originalmente foi descrito como Schizotrypanum cruzi e Dias, em 1939, foi quem revalidou e renomeou.

9. Existem terminações (sufixos) padronizadas para as seguintes categorias: superfamília (oidea), família (idae), subfamília (inae) e tribo (ini). Ex.: O pernilongo, vetor da malária, pertence à superfamília Culicoidea, família Culicidae, subfamília Culicinae e a tribo Anophelini.



Dada a amplitude de aspectos implicados numa visão científica do mundo animal, são múltiplas as ciências e ramos, auxiliares ou básicos, gerais ou especiais, que contribuem para o conhecimento zoológico. O aspecto externo, a morfologia, a estrutura e a organização internas, em suas partes puramente descritivas, correspondem à Anatomia externa e interna. A Biofísica e a Bioquímica, desenvolvidas nas últimas décadas do século XX, consideram em sua aplicação à Zoologia os aspectos físicos e químicos de constituição e funcionamento dos animais e elaboram modelos mais ou menos abstratos e em grande medida desligados de suas coordenadas anatômicas ou descritivas.

A Histologia animal investiga a estrutura, formação e distribuição dos tecidos animais, enquanto a Citologia animal faz o mesmo em relação às células, consideradas como unidades. Nesse sentido, aprofunda o estudo das propriedades e características orgânicas e funcionais que distinguem as células animais das vegetais. Essas últimas são capazes de fotossíntese, o que lhes permite sintetizar o próprio alimento a partir de materiais inorgânicos. Além disso, as células vegetais são fortemente vacuoladas, com abundância de grânulos nos quais se acumulam amidos e outras substâncias de reserva, e apresentam uma parede celulósica que as priva de mobilidade e flexibilidade. A célula animal não dispõe de tal suporte externo nem apresenta tão grande número de grânulos nem de cloroplastos (corpúsculos nos quais se verifica a fotossíntese).
Outras ciências biológicas gerais e fundamentais para a compreensão do fenômeno animal são: a Genética, que estuda os mecanismos da herança dos caracteres biológicos; a Fisiologia animal, cujo objeto de estudo são os processos que ocorrem no organismo animal e permitem seu funcionamento; e a Embriologia, que tem por objeto o desenvolvimento do animal desde seus primeiros estágios de vida, quando não passa de um conjunto de células proveniente da segmentação do óvulo fecundado, a mórula, até atingir a estrutura e aspecto definitivos.
A Ecologia se ocupa da relação entre os animais e seu meio, este compreendido como o conjunto de fatores, tanto abióticos quanto bióticos, que constituem o ambiente em que vivem. Tal disciplina implica um nível de complexidade superior ao individual e abrange comunidades e populações, que são as unidades ecológicas básicas. A Etologia trata do comportamento animal e, apesar de ser uma ciência recente, constitui uma das áreas mais fecundas e promissoras da Zoologia, tendo esclarecido problemas fundamentais relacionados à linguagem animal, à territorialidade, às normas sociais, ao comportamento reprodutor e migratório e às causas da agressividade.

A Zoogeografia se liga estreitamente a essas duas ciências e tenta esclarecer os fatores que intervêm na distribuição geográfica dos animais no planeta, assim como as leis profundas que regem tal distribuição.
A Paleozoologia, que investiga as formas animais das eras geológicas passadas e sua evolução no decorrer do tempo, e a Taxionomia, ou Sistemática, cuja tarefa é traçar as grandes linhas de parentesco entre os componentes do reino animal, completam o quadro de disciplinas básicas que contribuem para os conhecimentos da Zoologia.
Outros ramos da ciência zoológica dizem respeito a áreas ou grupos específicos dentro do estudo do Reino Animal. Entre elas estão a Parasitologia, cujo campo de trabalho se centra em organismos animais que vivem à custa de outros, causando-lhes prejuízo; a Protozoologia, ciência que estuda os animais unicelulares ou protozoários; a Helmintologia, que se refere aos vermes, categoria não-sistemática na qual se incluem representantes de diferentes tipos, tais como os Platelmintos, Nematelmintos e Anelídeos; a Malacologia, que investiga os moluscos; a Entomologia, relativa aos artrópodes e, mais concretamente, aos insetos etc. No que se refere aos vertebrados, há também diversas disciplinas especiais, tais como a Ictiologia, estudo dos peixes; a Herpetologia, dos Anfíbios e Répteis; a Ornitologia, das aves; e a Mastozoologia, dos mamíferos.


Postado por Karine Ferraz Sperling e Renata H. Parrino.
Corrigido pelo Professor Ricardo Almeida.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Histologia


    
          O termo Histologia foi usado pela primeira vez em 1819 por Mayer e parte da associação dos termos histos = tecido e logos = estudo.

       A Histologia é a área da Biologia responsável pelo estudo dos tecidos: conjuntos de células que apresentam interdependência estrutural e funcional, desempenhando funções específicas no organismo. Os órgãos são formados pelo agrupamento de tecidos, e o conjunto destes formam sistemas.


       Um organismo multicelular é constituído por diferentes tipos de células, especializadas em realizar diversas funções. Células com características específicas organizam-se em grupos, constituindo os tecidos.






       Todos os tecidos presentes nos vertebrados adultos são formados a partir de três tipos de folhetos germinativos: endoderma, ectoderma e mesoderma. Cada um desses, durante o desenvolvimento embrionário, é responsável por uma genealogia de células especializadas quanto à forma e função.

       Os tecidos são constituídos por células e matriz extracelular. Pensava-se que a principal função da matriz era fornecer apoio mecânico às células, transportar nutrientes, metabólitos e produtos de secreção. Porém, têm-se verificado cada vez mais a intensa interação que ocorre entre células e matriz.Pode-se considerá-las como uma entidade contínua que funciona de forma conjunta e reage frente a estímulos e inibidores. A quase totalidade dos sistemas (com exceção do Sistema Nervoso Central, formado quase que só de tecido nervoso) são formados por uma combinação de tecidos. Dessa forma, podemos pensar que o estudo da Histologia deve ser integrado com ele mesmo e com outras disciplinas.



HISTOLOGIA INTEGRADA A OUTRAS DISCIPLINAS              

       Conforme citado anteriormente, os tecidos são formados por células e matriz extracelular. As células dos diferentes tecidos podem apresentar características específicas quanto à sua morfologia. Células do epitélio respiratório, por exemplo, possuem cílios na sua porção apical. Os cílios são uma estrutura celular formada a partir do citoesqueleto da célula. Dessa forma, verifica-se a interrelação entre Histologia e Biologia Celular. 

      Os tecidos formam órgãos e sistemas, o que lembra o estudo da Anatomia Humana, área da Biologia que estuda de descritivamente a forma e estrutura do corpo humano. 

       Observa-se a relação entre a Histologia e a Embriologia (disciplina do 2º ano). Os tecidos possuem uma origem embrionária, surgindo da diferenciação celular a partir dos três folhetos embrionários: ectoderma, mesoderma e endoderma. Por exemplo: do ectoderma forma-se o tecido nervoso e alguns epitélios de revestimento; já do mesoderma origina-se a maioria dos tecidos conjuntivos e musculares; do endoderma alguns epitélios de revestimento.


   REFERÊNCIAS:

JUNQUEIRA L. C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 11ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.

HISTOLOGIA BÁSICA. Disponível em: http://www.bioaulas.com.br/aulas/2006/histologia/apostilas/apostila_histologia_basica/apostilahistologia_basica_demo.pdf. Acesso em 22/04/2013.

HISTOLOGIA. Disponível em: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Histologia/epitelio.php. Acesso em: 24/04/2013.

Texto escrito por: Ana Paula Chuproski e Karoline Vintureli Felicio

Corrigido pela professora: Dra. Michele Dietrich M. Costa.







LABORATÓRIO DE ENSINO: DA TÉCNICA A EDUCAÇÃO!


A disciplina de Laboratório de Ensino, implantada nos quatro anos da graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas, tem por finalidade, a articulação dos conteúdos específicos da área de Ciências e Biologia (Química, Astronomia, Parasitologia, Fisiologia, Ecologia, Evolução, etc...) e sua adaptação em formas de ensino.
Para ensinar é necessário didática, metodologia, a técnica do ensino, que difere da técnica que é o conhecimento próprio específico das áreas biológicas. Chamamos de transposição essa adaptação. Essas adaptações são importantes, pois todo professor deve ser capaz de organizar os conteúdos de forma a facilitar o ensino e a aprendizagem dos alunos, que em sua diversidade de aprendizagem e ritmos, devemos considerar quando planejamos e montamos uma aula. Essa grande pluralidade cognitiva está presente ao longo de todos os níveis escolares.
Os Laboratórios de Ensino (LEN) possuem atuação interdisciplinar, pois devem fazer “amarrações” com o conhecimento específico e o pedagógico, como já foi dito anteriormente, daí dos LENs serem chamados também de disciplinas articuladoras. As disciplinas LEN não são nem pedagógicas e nem específicas, são o meio termo, porque trabalham com ambos os lados, são chamadas também de estruturantes, pois modelam o conhecimento adquirido nas disciplinas de todo o curso, dentro das áreas de biologia e ciências com a educação.
A princípio chamamos a atenção para o seguinte ponto: essas disciplinas, os Laboratórios de Ensino, são disciplinas importantíssimas dentro da licenciatura, não somente da nossa, mas de todas, arriscando dizer até mesmo que são as disciplinas mais importantes, pois instrumentalizarão todo o conhecimento adquirido, capacitando-nos para exercer a principal função profissional do curso de Licenciatura: a docência, o ser professor.
Como o objetivo maior de nosso trabalho é auxiliá-los para que tenha sucesso no curso, ressaltamos que a constante leitura comece a se tornar um hábito. Todo professor deve estar estudando e se atualizando constantemente. Procurem ler os estudos mais
recentes de biologia e ciência (indicamos revistas como Ciência Hoje – muito boa – Scientific   American: aula aberta - Super Interessante, Revista Galileu...), mas também fiquem ligados ao mundo da educação, que a cada dia se atualiza mais, e novas dificuldades surgem para que os professores enfrentem no mundo escolar (indicamos a Revista Nova Escola – assinatura barata e tem modelos de planos de aula – Revista Educação e Revista Ensino Superior), além de conhecerem um pouco mais sobre filosofia, sociologia e psicologia, áreas fundamentais para a boa prática docente e a bom trabalho com alunos. Em especial, indicamos o livro: “A Didática das Ciências” de Jean-Pierre Astolfi e Michel Develay[1]. Esse livro é excelente, e comentará a didática na perspectiva do ensino de ciências. Vocês poderão encontrá-lo na biblioteca da Universidade (se não tiver no Campus Uvaranas terá no Central).  
A princípio, esperamos ter contribuído para esclarecimentos gerais, qualquer dúvida ou sugestão de postagens indiquem nos comentários. Até a próxima.



[1] ASTOLFI, Jean-Pierre; DEVELAY, Michel. A Didática das Ciências. 12ª ed. Campinas, SP: Papirus. 1990


Por: Igor Ruan e Aline Borato

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Zoologia


Zoologia

É o ramo da Biologia que estuda os animais sob todos os seus aspectos.

Didaticamente, a Zoologia pode ser dividida em Zoologia dos Invertebrados e Zoologia dos Vertebrados e, academicamente falando, há pesquisadores que se atêm a grupos específicos, como a Entomologia (estudo dos insetos) e Herpetologia (estudo de anfíbios e répteis). O estudo da Zoologia compreende um campo bastante amplo, podendo-se trabalhar tanto na área da Educação (Ensinos Fundamental, Médio e Superior) como também na área da Pesquisa Científica.


Como alguns exemplos na área de pesquisa tem-se:
Entomologia: é a ciência que estuda os insetos (Filo Arthropoda, Classe Insecta) sob todos os seus aspectos e suas relações com o homem, as plantas e os animais. O termo Entomologia é proveniente da união de dois radicais gregos “Entomon” = em tomos, partes, inseto e Logos = estudo.




Ictiologia: é a ciência que estuda os peixes (Filo Chordata, Superclasse Pisces). Trata-se de um estudo que está associado à área da Biologia Marinha, pois estuda os ecossistemas de água salgada, relaciona-se com a Limnologia (organismos dulcícolas) e, portanto, estuda as comunidades bióticas de água doce e, também, relaciona-se à Oceanologia, uma ciência multidisciplinar que estuda os oceanos sob os aspectos físico, químico, biológico e geológico.

Um ictiólogo pode estudar, através da Ecologia, a relação entre os peixes e o meio em que vivem; analisar o comportamento desses animais usando a Etologia, ou classificar as espécies utilizando as ferramentas que a Sistemática (Taxionomia) dispõe para permitir diferenciar a fauna marinha, como a forma e o colorido do corpo, escamas, características das nadadeiras e outras peculiaridades externas.



Ornitologia: é o ramo da Biologia dedicado aos estudos das aves (Filo Chordata, Classe Aves), no que se refere à sua distribuição nos continentes e suas características peculiares, classificando-as em espécies, gêneros e famílias. A Ornitologia tem na observação direta uma rica fonte de informações, embora se prevaleça também de técnicas e instrumentos modernos, como o anilhamento de aves, radar e radiotelemetria, além de contribuições feitas por amadores.




Herpetologia: é a área da zoologia que estuda espécies de anfíbios e répteis (Filo Chordata, Classes Amphibia e Reptilia), incluindo a fisiologia, a classificação, o comportamento, a paleontologia e os detalhes ecológicos de cada espécie. É um ramo da zoologia interessada em estudar animais pecilotérmicos (com “sangue frio”).




Malacologia: Os moluscos estão entre os animais invertebrados mais conhecidos de nossa fauna. Com espécies em abundância formam, além dos Artrópodes, o maior filo de invertebrados conhecido. São mais de 50.000 espécies vivas conhecidas e cerca de 35.000 fósseis, isso porque a concha mineral destes animais garantem um longo período de História Geológica. O ramo da Biologia que estuda esses ricos e diversificados animais é a Malacologia, cujos estudos incluem a fisiologia, a taxonomia e a ecologia destes seres vivos, que podem ser encontrados no mar, na água doce e na terra. Além disso, essa rica área de estudo também compreende a Conquiologia, que é o estudo de conchas de ostras (Moluscos Bivalves), e também uma interessante área da Zoologia Aplicada, a nível industrial, como é o caso da Ostreicultura (cultivo de ostras), da Maricultura (cultivo de mariscos) e da Helicicultura (criação de “escargots”).



Helmintologia é o conjunto de conhecimentos sobre animais endoparasitos que recebem a denominação geral de helmintos (ou vermes). Estes pertencem a vários grupos zoológicos. A reunião de animais parasitos de grupos zoológicos diversos em um só ramo de estudo é justificada pelo habitat e pela aproximação de caracteres originários de uma evolução convergente motivada pelo endoparasitismo. Os principais filos são: Platyhelminthes (“solitárias”) e Nemathelminthes (“lombrigas”).




Mastozoologia. Também conhecida como Mamalogia, é uma ciência, ramo da Zoologia, que estuda os animais mamíferos. O campo de atuação do mastozoólogo vai desde a pesquisa básica até o trabalho técnico aplicado. Essa pesquisa pode envolver diversos campos do conhecimento, como sistemática, ecologia, comportamento, morfologia, fisiologia, parasitologia, genética, evolução, paleontologia, dentre outros. Uma área bastante importante é a que estuda os mamíferos aquáticos, principalmente os marinhos, no que se refere à preservação de baleias e golfinhos (Cetáceos).








Postado por: Karine Ferraz Sperling e Renata H. Parrino.


Revisado por: Professor Ricardo Almeida.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Química


Química pra quê?

Muitos estudantes de Biologia se perguntam, porque estudar química? Porque preciso saber tudo aquilo? Primeiro, devemos saber química porque podemos lecionar essa disciplina no ensino básico. Segundo, devemos saber química, porque tanto a Química teórica quanto a Química prática é base para o estudo de outras disciplinas do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas. Eu, que já passei pelo primeiro ano, sei bem como é difícil estudar essa matéria, mas aí vão algumas dicas: preste sempre atenção nas explicações do professor e sempre que surgir uma dúvida esclareça com ele a respeito dela; faça resumos do conteúdo, pode parecer uma coisa de ensino médio, mais dá certo; se você é daqueles alunos que só aprende fazendo, resolva bastante exercícios; se você é daqueles que só entende com explicações, busque a ajuda de alguém que entende do assunto. O ideal é que você não fique esperando o tempo passar, mas vá em busca da melhor maneira de entender o conteúdo.
No segundo ano, como vocês já ouviram falar, vocês terão a disciplina de Bioquímica que para alguns é considerada uma disciplina difícil, o que eu, particularmente, tambem acho. No entanto, não é o bicho de sete cabeças. Do mesmo modo que a disciplina de Química, no primeiro ano, para uma aprendizagem efetiva de Bioquímica, no segundo ano, é importante prestar atenção e tirar dúvidas com o professor ou alguém que entenda do assunto. Tambem, no segundo ano, vocês terão as disciplinas de Fisiologia Vegetal e a Biofísica que em algum momento podem exigir  como base os conhecimentos adquiridos na disciplina de Química. Nos anos que se seguem, 3º e 4º anos, ainda haverá agumas outras disciplinas que necessitarão desses conhecimentos.
Lecionar essa disciplina pode parecer algo assustador. Sempre ouvia as pessoas dizendo “não posso nem pensar em dar aulas de química”, porém depois de iniciar efetivamente na profissão de professor lá estavam eles ministrando exelentes aulas de Química ao 9º ano do ensino básico ou mesmo no Ensino Médio. Eu mesma, no terceiro ano do curso, na disciplina de estágio, relutei para pegar um 9º ano, mas não houve meios para recusar. Na metade do ano lá estava eu  ensinando tabela periódica, entre outras coisas. Hoje, vejo que isso foi bom para eu perder o medo e agregar ainda mais conhecimentos dessa área da Ciência. Uma coisa é certa, se é medo de química que vocês têm , eu penso que é esta a disciplina que vocês devem priorizar. Tenham sempre em mente que tudo na vida chega ao seu fim. Neste caso, o medo e as dificuldades passam  e o que fica é o conhecimento, além de boas histórias para contar.
Não se desesperem e principalmente não desistam, esse é só mais um desafio que vocês irão enfrentar no curso e na vida. Eu sei que para alguns essa disciplina é complicada e, em alguns casos, até desanimadora, mas em breve tudo estará resolvido, depende somemente do estudo e dedicação. Por experiência própria, eu digo que vale a pena adquirir esses conhecimentos, pois um dia, quando entrarem em sala de aula, vocês verão que, apesar de ter estudado muito e pensar que não sabem nada, todo aquele conhecimento outrora aprendido passará a fazer sentido. Então, o ensino-aprendizagem fluirá naturalmente como se vocês nascessem sabendo tudo aquilo. Sendo assim, o que antes parecia impossível de se compreender, agora passa a fazer parte do que você é. Você já não é mais o mesmo, de aluno você passou a professor.
Sempre que precisarem estarei aqui para ajudá-los!

Autora: Priscila Nunes, 4º ano Biologia
Corrigido por: Professora Eliane May de Lima