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quarta-feira, 29 de maio de 2013

LABORATÓRIO DE ENSINO:

RECURSOS DIDÁTICOS AUDIOVISUAIS

Várias são as habilidades a serem desenvolvidas através das Ciências Naturais tais como a observação, o levantamento de hipóteses, a análise, a síntese. No que concerne à observação o uso de recursos diretos como as visitas ao meio ambiente são essenciais, porém muitas vezes elas não são possíveis. Dessa forma o vídeo surge como um recurso imprescindível quer com função motivadora, quer com função informativa com seus atributos de máxima objetividade e de cópia de parte da realidade.
A utilização de vídeos nas aulas de Ciências tem algumas funções como: motivar os alunos a aprenderem os conteúdos trazidos nos vídeos e que são trabalhados nas aulas; diversificação de metodologia, funcionando como atrativo e como alternativas ao método tradicionalista; ilustrar a teoria trabalhada, dando uma idéia de maior realidade aos assuntos; dentre outros.
Nas escolas públicas o recurso audiovisual tem estado mais acessível, devido a disponibilização das TVs – Pendrive, que ainda não são muito utilizadas, mas que servem bem para auxiliar durante as aulas. O uso desse recurso serve para diversas funções, além das acima citadas, explora a aprendizagem auditiva e visual, levando em consideração a variedade dos ritmos de aprendizagem dos alunos.
O professor de Ciências também poderá fazer uso de músicas, dependendo do assunto que estiver trabalhando, conseguirá aliar a letra de determinadas músicas que contenham semelhança com os assuntos, estimulando os alunos a pensarem, interpretarem e refletirem sobre as letras trabalhadas.
Com o avanço das tecnologias, a internet e os equipamentos telefônicos tem estado cada vez mais presente no ambiente escolar, ficando cada vez mais difícil o controle indevido da utilização dos mesmos. Para isso, o professor tem que inovar suas metodologias e recursos didáticos de ensino, aproveitando a atenção que os alunos estão dando aos aparelhos eletrônicos, e o uso de captura de imagens tem sido a primeira forma de aproveitar essa interação tecnológica.
Segundo o especialista em educação José Carlos Libâneo, antes de propor qualquer adoção tecnológica em sala de aula, é preciso, primeiro, que os professores repensem como ajudar no desenvolvimento das capacidades intelectuais dos estudantes por meio dos conteúdos de suas disciplinas, neste caso, Ciências ou Biologia. 
O mesmo autor afirma ainda que, as características de todo bom professor precisam ser identificadas a partir de sua base pedagógica. Não são as tecnologias digitais que as definem e nem apenas as demandas da escola do futuro. O professor precisa identificar na matéria as capacidades intelectuais (conceitos, ações mentais) mais importantes a serem desenvolvidas e propor atividades e experiências que estimulem, envolvam e melhorem a aprendizagem ativa e a compreensão dos alunos.

Apresentamos algumas recomendações para o uso dos recursos audiovisuais nas aulas, como: análise do filme previamente, das seqüências de slides antes dos alunos (caso o professor utilize de material em ppt), a verificação dos equipamentos, as possíveis alternativas do uso do vídeo (condizentes com os assuntos trabalhados), a importância da apresentação teórica prévia do conteúdo a ser ministrado, programação de atividades de discussão e análise do que foi apresentado após a exposição do recurso audiovisual.

Por: Igor Ruan
Revisado por: Prof. Marina Comerlatto da Rosa

sexta-feira, 3 de maio de 2013

LABORATÓRIO DE ENSINO: DA TÉCNICA A EDUCAÇÃO!


A disciplina de Laboratório de Ensino, implantada nos quatro anos da graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas, tem por finalidade, a articulação dos conteúdos específicos da área de Ciências e Biologia (Química, Astronomia, Parasitologia, Fisiologia, Ecologia, Evolução, etc...) e sua adaptação em formas de ensino.
Para ensinar é necessário didática, metodologia, a técnica do ensino, que difere da técnica que é o conhecimento próprio específico das áreas biológicas. Chamamos de transposição essa adaptação. Essas adaptações são importantes, pois todo professor deve ser capaz de organizar os conteúdos de forma a facilitar o ensino e a aprendizagem dos alunos, que em sua diversidade de aprendizagem e ritmos, devemos considerar quando planejamos e montamos uma aula. Essa grande pluralidade cognitiva está presente ao longo de todos os níveis escolares.
Os Laboratórios de Ensino (LEN) possuem atuação interdisciplinar, pois devem fazer “amarrações” com o conhecimento específico e o pedagógico, como já foi dito anteriormente, daí dos LENs serem chamados também de disciplinas articuladoras. As disciplinas LEN não são nem pedagógicas e nem específicas, são o meio termo, porque trabalham com ambos os lados, são chamadas também de estruturantes, pois modelam o conhecimento adquirido nas disciplinas de todo o curso, dentro das áreas de biologia e ciências com a educação.
A princípio chamamos a atenção para o seguinte ponto: essas disciplinas, os Laboratórios de Ensino, são disciplinas importantíssimas dentro da licenciatura, não somente da nossa, mas de todas, arriscando dizer até mesmo que são as disciplinas mais importantes, pois instrumentalizarão todo o conhecimento adquirido, capacitando-nos para exercer a principal função profissional do curso de Licenciatura: a docência, o ser professor.
Como o objetivo maior de nosso trabalho é auxiliá-los para que tenha sucesso no curso, ressaltamos que a constante leitura comece a se tornar um hábito. Todo professor deve estar estudando e se atualizando constantemente. Procurem ler os estudos mais
recentes de biologia e ciência (indicamos revistas como Ciência Hoje – muito boa – Scientific   American: aula aberta - Super Interessante, Revista Galileu...), mas também fiquem ligados ao mundo da educação, que a cada dia se atualiza mais, e novas dificuldades surgem para que os professores enfrentem no mundo escolar (indicamos a Revista Nova Escola – assinatura barata e tem modelos de planos de aula – Revista Educação e Revista Ensino Superior), além de conhecerem um pouco mais sobre filosofia, sociologia e psicologia, áreas fundamentais para a boa prática docente e a bom trabalho com alunos. Em especial, indicamos o livro: “A Didática das Ciências” de Jean-Pierre Astolfi e Michel Develay[1]. Esse livro é excelente, e comentará a didática na perspectiva do ensino de ciências. Vocês poderão encontrá-lo na biblioteca da Universidade (se não tiver no Campus Uvaranas terá no Central).  
A princípio, esperamos ter contribuído para esclarecimentos gerais, qualquer dúvida ou sugestão de postagens indiquem nos comentários. Até a próxima.



[1] ASTOLFI, Jean-Pierre; DEVELAY, Michel. A Didática das Ciências. 12ª ed. Campinas, SP: Papirus. 1990


Por: Igor Ruan e Aline Borato