terça-feira, 4 de junho de 2013

Laboratório de Ensino:

Século XXI e CTSA: ensino sustentável

O mundo vive atualmente a era da Pós-modernidade, onde a tecnologia se instalou e avança cada vez mais por meio do capitalismo. Ainda em fase de estudos, o uso benéfico ou maléfico das mídias para a educação ainda são explorados e analisados, porém, o que se observa é que a produção tecnológica tem gerado grande uso de energia e aumentado a quantidade de resíduos descartáveis.
O professor de Ciências e Biologia, mais do que usuário dos recursos midiáticos, precisa ensinar e orientar seus alunos para o uso consciente desses recursos, além da forma correta de manejá-los. Para começar, ele pode discutir com a turma sobre como a tecnologia pode gerar benefícios ao meio ambiente e contribuir para uma sociedade ambientalmente mais justa e economicamente viável.
Nas últimas décadas a preocupação com os impactos da atividade humana no meio ambiente aumentou. Os desastres ecológicos, a poluição e a ameaça do aquecimento global contribuíram para perceber que o crescimento econômico, o consumo de produtos industrializados e o aumento da população mundial não trazem só benefícios. Sabemos que a busca incessante pelo progresso, representada em parte pelo avanço econômico e tecnológico, também traz males ao planeta Terra.
A noção de "sustentabilidade" possibilita conceber a inovação de uma forma diferente, mais relacionada à possibilidade de aplicar os conhecimentos técnicos em prol do meio ambiente e de um modo de vida mais justo, que seja ao mesmo tempo, economicamente viável. O professor poderá levar o tema para sala de aula e ajudar seus alunos a ganharem uma visão informada e crítica sobre a relação entre inovação e sustentabilidade.
A orientação a ser passada aos alunos nas escolas deve expor a importância em relevar os conhecimentos teóricos expostos, mas o principal é fazê-los pensar sobre, que poderá ainda fazer uso de registros de suas ideias, argumentando-as. Além de um trabalho realizado em sala, o professor poderá ainda solicitar a turma que tragam materiais recicláveis para separação, contas de água ou de luz para análise e ainda, serem levados a ambientes públicos para analisarem se a cidade de modo geral, atende a práticas que estimulam a sustentabilidade coletiva. Essas são algumas sugestões de como elaborar uma aula diferente que promova a contextualização mais atual, esperamos ter ajudado.  


TENREIRO-VIEIRA, C. VIEIRA, R. M. Construção de Práticas Didático-Pedadógicas com orientação CTS: impacto de um programa de formação continuada de professores de ciências do ensino básico. Revista Ciência & Educação, v.11, n. 2, p. 191-211, 2005.

GONÇALVES, C. A. CARLETTO, N. R. Possibilidade Curriculares para o Desenvolvimento dos Valores da Sustentabilidade. Revista R.B.E.C.T., v. 3, n.3, p. 75-88, set./ dez. 2010.



Por: Igor Ruan
Revisado por: Prof. Marina Comerlatto da Rosa


sábado, 1 de junho de 2013

Tecido Muscular


  O tecido muscular é constituído por células alongadas, que contem grande quantidade de filamentos citoplasmáticos formados por proteínas contrateis, geradoras das forças necessárias para a contração desse tipo, utilizando a energia contida na moléculas de ATP.



  As células musculares tem origem mesodérmica, e sua diferenciação ocorre pela síntese de proteínas filamentosas, concominante com o alongamento das células. Elas se distinguem em três tipos de tecido muscular, essa diferenciação é de acordo com suas características morfológicas e funcionais.

                                            http://www.sobiologia.com.br/conteudos/FisiologiaAnimal/sustentacao6.php

Músculo estriado esquelético
   O tecido muscular esquelético é formado por feixes de células muito longas, podendo chegar ate 30 cm, são cilíndricas, multinucleadas e contendo muitos filamentos, as miofibrilas. Estas células são denominadas fibras musculares. Nas fibras musculares esqueléticas os numerosos núcleos se localizam na periferia das fibras, nas proximidades do sarcolema. Esta localização nuclear característica permite a distinguir o músculo esquelético do músculo cardíaco, ambos com estriações transversais, pois nos músculos cardíaco os núcleos são centrais.





· Organização do Músculo Esquelético
   Em um músculo, como o bíceps ou o deltoide, por exemplo, as fibras musculares (ou células musculares), estão organizadas em grupos de feixes. Sendo o conjunto de feixes envolvidos por uma camada de tecido conjuntivo chamada epimísio, que recobre o músculo inteiro. Do epimísio partem finos septos de tecido conjuntivo que se dirigem para o interior do músculo, separando os feixes. Esses septos constituem o perimísio, que envolve os feixes de fibras. Cada fibra muscular, individualmente, é envolvida pelo endomísio, que é formado pela lâmina basal da fibra muscular, associada a fibras reticulares.  
  O tecido conjuntivo mantém as fibras musculares unidas, permitindo que a força da contração gerada por cada fibra individualmente atue sobre o músculo inteiro. Este papel do conjuntivo tem grande significado funcional porque na maioria das vezes as fibras não se estendem de uma extremidade do músculo ate a outra. Alem disso, a força da contração do músculo pode ser regulada pela variação do numero de fibras estimuladas pelos nervos.
  É ainda por intermédio do tecido conjuntivo que a força de contração do músculo se transmite a outras estruturas como tendões ( tecido conjuntivo também) e ossos.

                                                 http://nevespedro.blogspot.com.br/2012/05/tecido-muscular.html


                                            http://unifenasresumida.blogspot.com.br/2012/06/pl2-tecido-muscular.html


· Organização das fibras musculares esqueléticas:
   Quando observadas ao microscópio óptico, as fibras musculares esqueléticas mostram estriações transversais, pela alternância de faixas claras e escuras. Isso ocorre pela presença de estruturas denominadas sarcômeros.
· Sarcômeros:
   Cada sarcômero é formado pela parte da miofibrila que fica entre duas linhas Z sucessivas e contem uma banda A separando duas semibandas.
   Ao microscópio de polarização, a faixa escura é anisotrópica e, por isso, recebeu o nome de banda A, enquanto que a faixa clara, ou banda I, é isotrópica. No centro de cada banda I nota-se uma linha transversal escura – a linha Z.  A banda A ainda apresenta uma região mais clara ao centro denominada zona H.



Músculo estriado cardíaco

  Célula alongadas e ramificadas, com aproximadamente, 15mm de diâmetro. Prendem-se por meio de junções intercelulares complexas. Apresentam estriações transversais semelhantes às do músculo esquelético, mas, ao contrário das fibras esqueléticas que são multinucleadas, as fibras cardíacas possuem apenas um ou dois núcleos centralmente localizados.



Discos intercalares: são complexos juncionais encontrados na interface de células musculares cardíacas adjacentes. Neste complexo encontram-se três especializações juncionais principais: zônula de adesão, desmossomos e junções comunicantes. As zônulas de adesão representam a principal especialização da membrana na parte transversal do disco, estão presentes também nas partes laterais e servem para ancorar os filamentos de actina dos sarcômeros terminais.
    Os desmossomos unem as células musculares cardíacas, impedindo, que elas se separem durante a atividade contrátil. Nas partes laterais dos discos intercalares encontram-se junções comunicantes responsáveis pela continuidade iônica entre células musculares vizinhas.
                                                         http://unifenasresumida.blogspot.com.br/2012/06/pl2-tecido-muscular.html

   O músculo cardíaco contém numerosas mitocôndrias, que ocupam aproximadamente 40 % do volume citoplasmático, o que reflete o intenso metabolismo aeróbio desse tecido.
   O músculo cardíaco armazena ácidos graxos sob forma de triacilglicerol encontrados nas gotículas de gordura do citoplasma de suas células. Existe pequena quantidade de glicogênio para situações emergenciais.
   As células musculares cardíacas contêm grânulos secretores de peptídeo atrial natriurético que atua nos rins aumentando a natriurese e diurese promovendo a redução da Pressão Arterial.




Músculo liso

   Formado por células longas mais espessas no centro e afunilando-se nas extremidades, com núcleo único e central.
   São revestidas por lâmina basal e mantidas juntas por uma rede muito delicada de fibras reticulares. Essas fibras amarram as células musculares lisas umas as outras de forma que a contração de uma fibra causa a contração de várias.

   O sarcolema ontem depressões (cavéolas) que armazenam Ca2+ que será utilizado para dar início à contração.
Frequentemente duas células adjacentes possuem junções comunicantes que participam na transmissão do impulso de uma célula para outra.
  As células musculares lisas possuem estruturas denominadas corpos densos, estruturas densas aos elétrons que aparecem escuras nas micrografias eletrônicas. Esses corpos densos se localizam principalmente na membrana dessas células, porém existem também no citoplasma, que tem importante papel na contração.

Referencias
JUNQUEIRA L. C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 11ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.

Acadêmicas: Ana Paula Chuproski e Karoline Vinturelli Felício

Corrigido por: Profª Dra. Michelli Dietrich M. Costa

quarta-feira, 29 de maio de 2013




PROTOZOÁRIOS
Atualmente existem certos seres que, segundo se acredita, seriam semelhantes àqueles primeiros animais da Terra. Esses seres são os PROTOZOÁRIOS (do grego protos = primeiro; zoon = animal). Constituem um grupo heterogêneo de cerca de 50.000 espécies de organismos unicelulares eucarióticos. O grupo dos protozoários chama a atenção pela enorme diversidade de formas que apresenta, com ampla variação em termos de complexidade estrutural e adaptação para inúmeros tipos de condições ambientais. Vivem preferencialmente em lugares úmidos, seja no mar (marinhos), na água doce (dulcícolas) ou no solo (terrestres).
Os protozoários são formas microscópicas, unicelulares, que somente podem ser estudadas em detalhes na sua estrutura celular com o auxílio de um microscópio. Atualmente tais seres estão incluídos dentro do reino Protista (= Protoctista).
A única característica comum a todos os protozoários é o nível unicelular de organização. Um protozoário pode ser comparado estruturalmente a uma célula de um organismo pluricelular. Fisiologicamente, no entanto, a célula de um protozoário é um organismo completo que realiza todas as funções essenciais à vida, pois são na maioria das vezes, autossuficientes. Por isso, contém todas as organelas celulares típicas e realiza todos os processos celulares fundamentais, além de executar todas as funções encontradas em um organismo multicelular, o que a torna uma estrutura extremamente complexa. Um Paramecium sp., por exemplo, é muito mais complexo em termos morfofisiológicos do que qualquer célula do corpo humano.
Um bom modelo para se estudar o grupo dos protozoários é a ameba. A espécie mais comum é Amoeba proteus, encontrada em água doce limpa, onde há vegetação verde movimentando-se sobre substratos variados. Existem também espécies marinhas e algumas parasitas. Apesar de sua aparente simplicidade, a ameba pode locomover-se, capturar, digerir e assimilar alimentos, eliminar resíduos não aproveitáveis, respirar, secretar e excretar substâncias, crescer e reproduzir-se. É um organismo incolor, gelatinoso, com até cerca de meio milímetro de comprimento, e que não exibe uma forma constante.
Como qualquer célula, as amebas, bem como todos os outros protozoários, são constituídas por envoltório, citoplasma e núcleo. O envoltório é a estrutura que reveste a célula, estando representado por uma membrana celular lipoproteica, embora algumas células apresentem carapaças minerais protetoras. O citoplasma pode se apresentar diferenciado em duas regiões: uma mais externa, de constituição gelatinosa, chamada ectoplasma (plasmagel); outra mais interna, de constituição mais fluida, denominada endoplasma (plasmasol). Dentro do endoplasma fica o núcleo, que não é muito visível no organismo vivo. Em alguns protozoários existem dois núcleos: um macronúcleo maior que controla funções vegetativas e um micronúcleo menor que comanda os processos reprodutivos.
Possuem diferentes modos de nutrição. São organismos heterótrofos e podem ser de vida livre, obtendo alimento por meio da fagocitose, ou podem ser parasitas, como Trypanosoma sp. e Plasmodium sp. que retiram nutrientes do corpo dos hospedeiros em que vivem parasitando. Também, podem ainda ser sapróvoros, nutrindo-se de matéria orgânica morta em decomposição.
A digestão é intracelular e ocorre no interior de vacúolos digestórios, que contêm enzimas proteolíticas sintetizadas pela célula. Após a absorção de partículas digeridas, os resíduos são eliminados para o meio externo (defecação celular ou clasmacitose).
Quanto à respiração, as trocas gasosas se processam por simples difusão através da membrana celular. Existem protozoários aeróbios e anaeróbios, e as amebas fazem parte do primeiro grupo.
A excreção também é feita por difusão através da membrana celular, sendo a amônia o principal resíduo metabólico. Já o controle osmótico, que determina a quantidade de água presente na célula, é feito através de uma organela denominada vacúolo pulsátil ou contrátil , que age como uma bomba de remoção do excesso de água do citoplasma. Os vacúolos pulsáteis são esféricos, contraem-se periodicamente para eliminar seu conteúdo e geralmente são encontrados em protozoários de água doce, pois os marinhos, vivendo em um meio altamente concentrado, tendem ao equilíbrio osmótico com seu ambiente.
A reprodução assexuada é a mais comum e também a única encontrada em certas formas. Destaca-se a cissiparidade (ou fissão binária ou bipartição), quando uma célula se divide em outras duas. A reprodução sexuada, é mais rara e pode envolver a diferenciação do próprio organismo em gameta, ou seja, a célula comportar-se como um gameta e unir-se á outra célula. Esta, aliás, é a única forma de reprodução sexuada encontrada nas amebas. Entretanto, o processo mais conhecido não envolve gametas e chama-se conjugação, sendo restrito a outros grupos de protozoários.
É comum classificar os protozoários em quatro grupos menores, sendo usado como critério principal de classificação o tipo de locomoção. Atualmente, a taxionomia considera esses quatro grupos como sendo quatro filos de Protozoa. São eles:
● os protozoários com movimento flagelar formam o grupo dos Flagelados ou Mastigóforos (do grego, mastix= chicote; phoros = portador);
● aqueles que se movimentam por meio de pseudópodos formam o grupo dos Rizópodos ou Sarcodinos (do grego, sarcodes = carnoso);
● os que têm movimento ciliar pertencem ao grupo dos Cilióforos (do latim, cilium = cílio);
● finalmente, os que não se movimentam durante boa parte da vida e são todos parasitas formam o grupo dos Apicomplexos ou Esporozoários (do grego, spora = semente).

Flagelados
São os protozoários que possuem como estruturas locomotoras filamentos alongados denominados flagelos.
O flagelo é uma estrutura de locomoção que está normalmente voltado para a extremidade anterior da célula e consiste de um filamento longo formado por microtúbulos protéicos, envolvido por uma bainha que é contínua com a membrana celular. Origina-se sempre de um corpúsculo basal, de estrutura semelhante à de um centríolo. Em Trypanosoma sp., além do flagelo, existe uma membrana ondulante que auxilia a locomoção. Trichonympha sp. possui milhares de flagelos e tem uma organização muito complexa. Habita o intestino de cupins e tem participação na digestão da madeira ingerida por estes insetos. A madeira ingerida pelo cupim é assimilada pelo protozoário e os produtos da digestão são também utilizados pelo inseto. A reprodução dos flagelados geralmente ocorre através de cissiparidade, com divisão longitudinal da célula.

Sarcodinos ou Rizópodos
São os protozoários cuja locomoção é feita através de de projeções celulares denominadas pseudópodos, também utilizadas para a captura de alimento no processo de fagocitose. Assimétricos, ou seja, sem forma constante, ou mesmo esféricos, os sarcodinos formam um grupo muito diversificado, existindo formas marinhas, como os foraminíferos dotados de carapaça, e formas comuns de água doce, como os heliozoários, cuja célula lembra um pequeno sol. As amebas, que são os sarcodinos mais conhecidos, podem ser nuas ou providas de uma carapaça. As amebas nuas não têm forma fixa; sua célula se modifica constantemente conforme os pseudópodos são formados. Já as amebas com carapaça ou tecamebas, mais freqüentes em água doce, possuem um envoltório rígido protetor dentro do qual a célula fica contida. A carapaça pode ser secretada pelo citoplasma ou composta por materiais aglutinados na célula, sendo sempre dotada de abertura por onde os pseudópodos são emitidos. Aliás, algo que chama a atenção entre os sarcodinos é que este é um grupo de protozoários que apresenta abundante registro fóssil, devido à existência de carapaças rígidas em vários de seus representantes.
A formação dos pseudópodos está relacionada com alterações na estrutura citoplasmática, sobretudo a interconversão entre o endoplasma fluido (plasamasol) e o ectoplasma gelatinoso (plasmagel). Como conseqüência de algum tipo de estímulo, o ectoplasma, em um ponto determinado da superfície celular, transforma-se em endoplasma e a pressão interna provoca um fluxo citoplasmático nesta região, dando origem ao pseudópodo. Depois que ele foi distendido, o endoplasma de sua extremidade é reconvertido em ectoplasma, prendendo a célula ao substrato. Do lado oposto, ao mesmo tempo, o ectoplasma é convertido em endoplasma para que o movimento possa ser completado. A ameba, desta maneira, consegue se deslocar num pequeno espaço, como se tivesse dado um passo; daí o significado do termo pseudópodos = "falsos pés".
Cilióforos
Maior e mais homogêneo grupo de protozoários. Sua locomoção é feita através de cílios, estruturas de origem e composição semelhantes às de flagelos; porém, costumam ser menores e mais numerosos que eles. 
Paramecium sp. é o ciliado mais conhecido pela facilidade com que é cultivado em laboratórios. Este organismo de água doce movimenta-se rapidamente utilizando os batimentos ciliares, descrevendo um movimento de rotação em torno de seu próprio eixo. Ao contrário da ameba, tem forma constante. É um organismo heterótrofo, sendo o alimento trazido para a célula graças aos batimentos de um conjunto de cílios posicionados em uma depressão da superfície celular denominada sulco oral. Este leva a uma abertura celular, o citóstoma, por onde o alimento penetra na célula. O citóstoma desemboca em um canal de passagem, a citofaringe, que se aprofunda na célula até o endoplasma. Dela se destacam vesículas contendo o alimento e que, recebendo enzimas digestivas secretadas pela célula, formam os vacúolos digestivos. Estes são movimentados pelo citoplasma, permitindo uma assimilação uniforme das partículas digeridas. Os resíduos são eliminados por uma pequena abertura da superfície celular denominada citopígeo.
Os vacúolos pulsáteis, de posição fixa, fazem o balanço hídrico da célula, sendo dois, um em cada extremidade do organismo. A reprodução mais comum é por cissiparidade, mas a conjugação eventualmente acontece em certas espécies. Neste caso, dois protozoários estabelecem entre si uma comunicação citoplasmática e trocam os respectivos materiais genéticos micronucleares. Fusão entre os materiais trocados e aqueles que permaneceram estacionários em cada célula, além de várias divisões celulares de cada um dos envolvidos, completam o processo em que, de cada par de conjugantes, resulta um total de oito células-filhas.

Esporozoários
Estes protozoários se caracterizam pela ausência de qualquer estrutura locomotora. Além disso, todos os membros do grupo são parasitas. Suas células têm forma arredondada ou alongada, com um núcleo e sem muitas organelas. Os alimentos são absorvidos diretamente do hospedeiro. A reprodução é feita por divisão múltipla ou esquizogonia, processo em que a célula torna-se multinucleada por mitoses sucessivas e então o citoplasma divide-se. Entretanto, pode ocorrer fase sexuada no ciclo de vida, com a diferenciação das células em gametas e posterior fusão, num processo denominado esporogonia. Os maiores destaques neste grupo são as gregarinas, que são parasitas de invertebrados, como insetos e anelídeos; Toxoplasma sp., que pode atingir tecidos diversos no homem; e Plasmodium sp., o causador da malária.


Postado por Karine Ferraz Sperling e Renata H. Parrino
Corrigido pelo professor Ricardo


LABORATÓRIO DE ENSINO:

RECURSOS DIDÁTICOS AUDIOVISUAIS

Várias são as habilidades a serem desenvolvidas através das Ciências Naturais tais como a observação, o levantamento de hipóteses, a análise, a síntese. No que concerne à observação o uso de recursos diretos como as visitas ao meio ambiente são essenciais, porém muitas vezes elas não são possíveis. Dessa forma o vídeo surge como um recurso imprescindível quer com função motivadora, quer com função informativa com seus atributos de máxima objetividade e de cópia de parte da realidade.
A utilização de vídeos nas aulas de Ciências tem algumas funções como: motivar os alunos a aprenderem os conteúdos trazidos nos vídeos e que são trabalhados nas aulas; diversificação de metodologia, funcionando como atrativo e como alternativas ao método tradicionalista; ilustrar a teoria trabalhada, dando uma idéia de maior realidade aos assuntos; dentre outros.
Nas escolas públicas o recurso audiovisual tem estado mais acessível, devido a disponibilização das TVs – Pendrive, que ainda não são muito utilizadas, mas que servem bem para auxiliar durante as aulas. O uso desse recurso serve para diversas funções, além das acima citadas, explora a aprendizagem auditiva e visual, levando em consideração a variedade dos ritmos de aprendizagem dos alunos.
O professor de Ciências também poderá fazer uso de músicas, dependendo do assunto que estiver trabalhando, conseguirá aliar a letra de determinadas músicas que contenham semelhança com os assuntos, estimulando os alunos a pensarem, interpretarem e refletirem sobre as letras trabalhadas.
Com o avanço das tecnologias, a internet e os equipamentos telefônicos tem estado cada vez mais presente no ambiente escolar, ficando cada vez mais difícil o controle indevido da utilização dos mesmos. Para isso, o professor tem que inovar suas metodologias e recursos didáticos de ensino, aproveitando a atenção que os alunos estão dando aos aparelhos eletrônicos, e o uso de captura de imagens tem sido a primeira forma de aproveitar essa interação tecnológica.
Segundo o especialista em educação José Carlos Libâneo, antes de propor qualquer adoção tecnológica em sala de aula, é preciso, primeiro, que os professores repensem como ajudar no desenvolvimento das capacidades intelectuais dos estudantes por meio dos conteúdos de suas disciplinas, neste caso, Ciências ou Biologia. 
O mesmo autor afirma ainda que, as características de todo bom professor precisam ser identificadas a partir de sua base pedagógica. Não são as tecnologias digitais que as definem e nem apenas as demandas da escola do futuro. O professor precisa identificar na matéria as capacidades intelectuais (conceitos, ações mentais) mais importantes a serem desenvolvidas e propor atividades e experiências que estimulem, envolvam e melhorem a aprendizagem ativa e a compreensão dos alunos.

Apresentamos algumas recomendações para o uso dos recursos audiovisuais nas aulas, como: análise do filme previamente, das seqüências de slides antes dos alunos (caso o professor utilize de material em ppt), a verificação dos equipamentos, as possíveis alternativas do uso do vídeo (condizentes com os assuntos trabalhados), a importância da apresentação teórica prévia do conteúdo a ser ministrado, programação de atividades de discussão e análise do que foi apresentado após a exposição do recurso audiovisual.

Por: Igor Ruan
Revisado por: Prof. Marina Comerlatto da Rosa

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Química


Equilíbrio Químico:


Esse conteúdo será visto tanto nas aulas teóricas quanto nas práticas. É um assunto que demanda tempo de estudo e atenção. Hoje vou passar para vocês alguns conceitos e exemplos sobre o deslocamento de equilíbrio químico.
Todos os processos que ocorrem em um sistema isolado (onde não ocorre troca de matéria ou de energia com as vizinhanças) atingem um estado de equilíbrio. No estado de equilíbrio, as propriedades macroscópicas do sistema (pressão, temperatura, volume, coloração, etc) permanecem  inalteradas com o tempo.
Equilíbrios químicos são sempre dinâmicos. Quando se diz que um sistema atingiu o equilíbrio, não se quer sugerir que toda transformação foi interrompida ou completada. Ao invés disso, as reações direta e inversa continuam ocorrendo, porém estas reações estão ocorrendo com velocidades iguais.
Henry Louis de Le Chatelier, cientista francês, enunciou o princípio geral do deslocamento de equilíbrios químicos: “ Quando uma força atua sobre um sistema em equilíbrio químico, este se desloca no sentido de anular a força aplicada”. É o princípio de Le Chatelier da fuga ante a força. A concentração, a pressão e a temperatura são as forças que atuam sobre os equilíbrios químicos. Os estudos de equilíbrio se farão em função da concentração, fato que indiretamente comprova a existência do equilíbrio.
- Quando se aumenta a concentração de um dos componentes do equilíbrio, este se desloca no sentido de consumir o reagente adicionado.
- Quando se diminui a concentração de um dos componentes do equilíbrio, este se desloca para repor o componente retirado.
Um dos equilíbrios que é mais utilizado para demonstrações é representado pela reação:
FeCl3 + 3 NH4SCN  Fe(SCN)3 + 3NH4Cl
Porque o Fe(SCN)3 é um sal solúvel de cor vermelha característica. É fácil concluir que, deslocando-se o equilíbrio para a direita, ocorrerá uma intensificação na cor vermelho sangue do meio e vice-versa.
Outro equilíbrio bastante interessante é o que ocorre com os cromatos (soluções amarelas) e os dicromatos (soluções alaranjadas), em solução aquosa. Dissolvendo-se uma certa quantidade de dicromato de potássio em água, ocorrerá a dissolução do sal.
K2Cr2O7      2K+ + Cr2O7-
O ânion Cr2O72- e a água entram em equilíbrio:
Cr2O72-  + H2O        2CrO42-  + 2H+
                          Alaranjado                           Amarelo
Deslocando-se o equilíbrio para a direita, o meio tornar-se-á amarelo e para a esquerda, alaranjado.

Então é isso pessoal. No youtube tem um vídeo sobre equilíbrio, é para vestibular mas pode ajudar, http://www.youtube.com/watch?v=prR7y_-uni4
Espero ter ajudado, qualquer coisa estou aqui para tirar as dúvidas de vocês. Bons estudos!

Bibliografia:
PIMENTEL, G.C. e SPRATLEY, R.D, Química: um Tratamento Moderno, São Paulo: Ed. Edguard  Blücher, 1974, p 69-79
OLIVEIRA, E. A., Aulas Práticas de química, 2 ed. São Paulo: Ed. Moderna, 1986; p 172-174.



Autora: Priscila Nunes – 4º ano-Biologia
Corrigido por: Prof:  Eliane May de Lima

Evolução dos vegetais


Estudamos a Morfoanatomia Vegetal com intuito de compreender a história evolutiva, através da morfologia das plantas.



Fonte: http://mpsaberbiologia.blogspot.com.br/2012/05/botanica-sistematica-vegetal.html

- Flores:
A evolução da flor foi seguramente um dos principais fatores que determinaram o sucesso e a grande diversidade das Angiospermas.
A partir da flor primitiva, as tendências evolutivas gerais se deram nos seguintes sentidos: redução do número de elementos, disposição espiralada dos elementos passando à disposição cíclica; sépalas indiferenciadas passando à diferenciação de cálice e corola; adequação e fusão dos elementos; mudança de simetria da flor de actinomorfa para zigomorfa; formação de um hipanto que gradualmente se funde ao ovário com modificação do ovário súpero para ovário ínfero e reunião das flores em inflorescências.

- Folhas:
 A folha é o órgão vegetativo que apresenta grande polimorfismo e adaptações a diferentes ambientes e funções.
Além da fotossíntese, outros processos fisiológicos importantes para as plantas têm lugar nas folhas, tais como: respiração, transpiração e reserva de nutrientes.
E as folhas, já pensaram em sua evolução? O motivo pela quais se precisaram melhorar? Será que poderíamos relacionar com a distribuição de seiva? Que quanto mais ramificada a folha, melhor a distribuição de seiva. E importância para o vegetal? As folhas possuem as mais diversas formas e tamanhos. Melhor método de se estudar as folhas é pega-as e observa-las.




Imagem 2: Diversidade de forma do limbo.
Fonte: http://cantinhodaciencia-igrejas.blogspot.com.br/2011/01/diversidade-de-folhas-na-natureza.html
São folhas que têm funções especiais e, por isso mesmo, suas formas se adaptam a essas especializações. São exemplos: 

Espinho - folha modificada para economia de água.

Escama - folha geralmente subterrânea modificada que protege brotos, como, por exemplo, no lírio.

Catáfilo - folha subterrânea modificada que protege o broto nos bulbos tunicados, como na cebola.

Gavinha - folha modificada para permitir a fixação dos caules sarmentosos.

Bráctea - folha modificada que acompanha as flores com função de proteção ou atração. 

Espata - bráctea especial que protege as inflorescências do copo-de-leite e do antúrio.

Carnívora ou insetívora - folha adaptada para atrair, capturar e digerir pequenos animais que vão ser utilizados como adubo.
Os espinhos são folhas modificadas. Durante a evolução, parte do tecido da folha se atrofiou e esclereficou, persistindo os vasos condutores de água. Normalmente há dois tipos de espinhos: os chamados radiais, que são geralmente mais numerosos; e os centrais, que são mais grossos e escassos. Possuem diferentes formatos (finos, grossos, cilíndricos, planos, retos, curvos ou retorcidos) e tamanhos (entre 1mm e 30 cm), podem ser rígidos ou flexíveis, com coloração que vai desde o branco até o negro (Hollis, 1999).
São também condutores de água, pois funcionam como ponto de condensação da umidade do ar, que escorre na direção da aréola, chegando aos vasos liberianos que ali se encontram. A partir daí, conduzem a água ao interior da planta.
Cotilédones são as primeiras folhas formadas ainda no embrião no interior da semente. Em alguns casos, acumulam reservas ou funcionam como um órgão de transferência de reservas do albúmen para o embrião.
Os espinhos são também órgãos de proteção da planta contra as intempéries (principalmente o sol) e os animais. Há também, em algumas espécies, espinhos glandulares que secretam açúcares (HOLLIS 1999).
Escamas ou catafilos: algumas vezes as folhas são reduzidas a escamas mais resistentes, os catafilos, que revestem as gemas em repouso. A principal função dos catafilos é a proteção da gema durante o inverno.
Passando a época desfavorável, as escamas caem e a gema rebrota.
Brácteas ou hipsofilos: as folhas podem ser transformadas em estruturas vistosas ou atrativas, que auxiliam na polinização.
Gavinhas são estruturas que têm a função de prender a planta em um suporte ou enrolando-se nele (tigmotropismo). Geralmente, as gavinhas originam-se do alongamento da nervura principal da folha.
Folhas das plantas carnívoras: são folhas que mostram variação morfológica com formas especializadas para a captura dos insetos e outros organismos. As plantas carnívoras vivem geralmente em ambientes pobres em compostos orgânicos, principalmente, pobres em nitrogênio, e para suprir esta deficiência, essas plantas capturam e digerem pequenos insetos e outros organismos.

Fonte: http://www.joinville.udesc.br/sbs/professores/arlindo/materiais/morfvegetalorgaFOLHA.pdf
Fonte: http://aulasdebotanica.blogspot.com.br/2011/08/folhas-modificadas.html
Fonte: http://www.jardimdesuculentas.net76.net/apostila/05.html

Caule
O caule realiza a integração de raízes e folhas, tanto do ponto de vista estrutural como funcional. Em outras palavras, além de constituir a estrutura física onde se inserem raízes e folhas, o caule desempenha as funções de condução de água e sais minerais das raízes para as folhas, e de condução de matéria orgânica das folhas para as raízes.
Já em plantas que crescem em espessura, transformando-se em arbustos ou árvores, o tecido de revestimento (epiderme) é substituída por um revestimento complexo (periderme), formado por vários tecidos. Essas plantas que apresentam crescimento secundário são as eudicotiledôneas (lenhosas) e as Gimnospermas. Já as monocotiledôneas não apresentam crescimento secundário verdadeiro.
Os dois grandes grupos de angiospermas

As angiospermas foram subdivididas em duas classes: as monocotiledôneas e as dicotiledôneas.
São exemplos de angiospermas monocotiledôneas: capim, cana-de-açúcar, milho, arroz, trigo, aveias, cevada, bambu, centeio, lírio, alho, cebola, banana, bromélias e orquídeas.
São exemplos de angiospermas dicotiledôneas: feijão, amendoim, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico, pau-brasil, ipê, peroba, mogno, cerejeira, abacateiro, acerola, roseira, morango, pereira, macieira, algodoeiro, café, jenipapo, girassol e margarida.

Os caules são, em geral, estruturas aéreas, que crescem verticalmente em relação ao solo. Existem, no entanto, caules que crescem horizontalmente, muitas vezes, subterraneamente (abaixo do nível do solo, com função de reservar alimento)

Modificações caulinares
Espinhos: são transformações com função de defesa. Ex.: limoeiro (Citrus sp). Os acúleos (roseira, paineira), não são espinhos, mas sim projeções epidérmicas, sem vascularização.
Gavinhas: servem como suporte e fixação para trepadeiras; são sensíveis ao contato e por isso, se enrolam. Ex.: maracujá (Passiflora spp).
Domácias: quaisquer modificações estruturais do caule (ou da folha), que permitam o alojamento regular de animais. Ex.: O caule fistuloso (oco) da embaúba (Cecropia) é habitado por formigas.


A Raiz

A primeira raiz da planta origina no embrião (radícula do embrião - hipocótilo: origina raiz; epicótilo: origina as partes aéreas) e é chamada comumente de raiz primária. Nas gimnospermas, eudicotiledôneas e magnoliidea esta raiz torna-se pivotante; ela cresce diretamente para baixo, dando origem a ramificações, ou raízes laterais, ao longo do seu trajeto.






FIGURA 3: Desenvolvimento inicial da raiz – radícula do embrião. Fonte: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/feijao/arvore/CONTAG01_9_1311200215101.html

Esse tipo de sistema radicular, que desenvolve uma raiz principal bem desenvolvida e seus ramos é chamado sistema radicular pivotante (axial). Nas monocotiledôneas, a raiz primária comumente tem vida curta e o sistema radicular é formado por raízes adventícias, que se originam de tecidos do caule ou folhas (não tem origem no embrião). Essas raízes adventícias e suas raízes laterais dão origem a um sistema radicular fasciculado (cabeleira), no qual nenhuma raiz é mais proeminente do que as outras (não apresenta eixo principal: controle da erosão; une com mais firmeza as partículas do solo).
Os sistemas radiculares pivotante, em geral, penetram mais profundamente no solo do que os sistemas radiculares fasciculados. A extensão de um sistema radicular (profundidade que ele penetra no solo e a distância que ele se espalha lateralmente) depende de vários fatores, incluindo umidade, temperatura e composição do solo. Grande parte das raízes de nutrição (raízes ativamente envolvidas na absorção e transporte de água e minerais) da maioria das árvores ocorre nos primeiros 15 cm de solo, que é normalmente a parte do solo mais rica em matéria orgânica.

Referências:
http://www.raiz-iifp.pt/
http://www.anatomiavegetal.ib.ufu.br/pdf-recursos-didaticos/morfvegetalorgaFLOR.pdf
http://www.joinville.udesc.br/sbs/professores/arlindo/materiais/morfvegetalorgaCAULE.pdf
http://professores.unisanta.br/maramagenta/SISTEMA%20CAULINAR.ASP

Postado por Aline Borato e Caroline Ribas
Corrigido pela Profª Me. Anna Luiza Pereira Andrade

domingo, 19 de maio de 2013

Anatomia: Articulações




Olá, calouros!!!

Estamos aqui novamente. Dessa vamos falar um pouco sobre um assunto bem importante da área da anatomia, que são as articulações. Resolvemos falar sobre esse assunto, para dar um auxilio ao pessoal do noturno e uma revisão ao pessoal do vespertino.
Em anatomia, chamamos de articulações ou junturas as uniões entre os diferentes ossos do esqueleto. Existem vários tipos de articulações e elas se diferenciam pelo tipo de movimento que ocorre entre os ossos unidos, ou até mesmo pela ausência de movimento.
Articulações são classificadas de acordo com sua estrutura, amplitude de movimento e também segundo os eixos em torno dos quais esses ocorrem.
As articulações imóveis ou sinartroses, chamadas junturas fibrosas são aquelas onde o contato entre os ossos é quase direto, com interposição de uma camada fina de tecido conjuntivo, onde praticamente não há movimento. Essas junturas fibrosas podem ser de três tipos: sindesmose, sutura e gonfose.
- Sindesmose: é a articulação na qual dois ossos são unidos por fortes ligamentos interósseos e não há superfície cartilaginosa na área de união. Como por exemplo a articulação tíbio-fibular distal.
- Sutura: é a articulação onde as margens ósseas são contíguas e separadas por uma delgada camada de tecido fibroso. Esse tipo de articulação só é encontrado no crânio e pode ser de três tipos: Sutura serrátil, sutura escamosa e sutura plana.
- Gonfose: é a articulação de um processo cônico em uma cavidade e só é observada nas articulações entre as raízes dos dentes e os alvéolos da mandíbula e da maxila.
As articulações que possuem pouco movimento, chamadas de anfiartroses são as junturas cartilagíneas, onde as uniões entre as superfícies ósseas contíguas são feitas por cartilagem. Os tipos existentes são a sínfise e a sincondrose.
- Sínfise: é a união por discos fibrocartilaginosos achatados cuja estrutura pode ser complexa. São observadas entre cada dois corpos vertebrais e entre os dois ossos púbicos.
- Sincondroses: são formas temporárias de articulação, uma vez que na idade adulta a cartilagem é convertida em osso. São encontradas nas extremidades dos ossos longos e também entre os ossos esfenóide e ocipital.
O tipo de articulação mais frequente no corpo humano são as diartroses ou junturas sinoviais, que fazem movimentos amplos. Nesse tipo de articulação as extremidades ósseas são revestidas por cartilagem hialina e a união é feita por uma cápsula fibrosa revestida internamente pela membrana sinovial que produz o líquido de mesmo nome que nutre e lubrifica a articulação.
Das uniaxiais, onde o movimento se faz em torno de um único eixo temos o tipo gínglimo ou dobradiça, onde esse eixo geralmente é transverso e o deslocamento se dá em um único plano. Nessas articulações é frequente a presença de fortes ligamentos colaterais . Exemplo: Interfalângicas e Úmero-ulnar.
As articulações biaxiais, (movimentos em torno de dois eixos), podem ser dos tipos elipsóides, condilares e selares:
- Nas elipsóides uma superfície articular ovóide é recebida em uma cavidade elíptica, permitindo os movimentos de flexo-extensão e abdução-adução sem rotação axial, cujo movimento combinado é denominado circundução . Como exemplo temos as articulações rádio cárpica e metacarpo-falangeanas.
- Condilares são aquelas nas quais duas superfícies convexas ou semiesféricas deslizam sobre outra superfície. Como exemplo temos o joelho e a temporomandibular.
- São selares as articulações em que as extremidades ósseas apostas são reciprocamente concavo-convexas, também com movimentos de flexo-extensão e adução-abdução sem rotação axial. Exemplo: Carpometacárpicas do polegar.
Quando os movimentos ocorrem em torno de três eixos permitindo a flexão, extensão, adução-abdução e rotações axiais temos as articulações triaxiais ou esferóides, também denominadas enartroses. É formada por uma cabeça esférica com uma cavidade em taça. Os melhores exemplos são as articulações do quadril e do ombro.
As articulações  planas são junturas sinoviais, também denominadas artródias ou deslizantes, que só permitem o deslizamento entre as superfícies envolvidas. Essas são planas ou ligeiramente convexas e a amplitude do movimento é controlada pelos ligamentos ou processos ósseos dispostos ao seu redor. Estão presentes entre os processos articulares das vértebras, no carpo e no tarso.

É isso ai galera. Qualquer dúvida só mandar que faremos de tudo para ajudar.

Aquele abraço!

Referências:

http://zecaalves.no.comunidades.net/index.php?pagina=1871275601_09
http://www.auladeanatomia.com/site/pagina.php?idp=93
http://www.auladeanatomia.com/site/pagina.php?idp=94
http://www.auladeanatomia.com/site/pagina.php?idp=95

Por: Geovanna Ambrosio e Jessica Fernandes

Corrigido pelo Prof. Me. José Fabiano Costa Justus